I Congresso de Estudantes movimenta a Universidade quinta-feira, set 17 2009 

                       Entre os dias 16 e 18 de setembro será realizado o I Congresso dos Estudantes da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). Com atividades programadas para acontecer em diversos pontos da universidade, o congresso é uma iniciativa do Diretório Central dos Estudantes (DCE) em parceria com os Centros Acadêmicos (CAs) dos diversos cursos da UFMT.

                      O congresso tem como objetivo proporcionar espaços de discussão entre os estudantes da UFMT sobre o funcionamento e atuação de sua entidade representativa: o Diretório Central dos Estudantes; debater e aprovar as resoluções que irão orientar a atuação da entidade; elaborar e aprovar o estatuto do DCE-UFMT.

                    “Como já acontece há anos em universidades como a USP, Unicamp e outras, o congresso é uma forma de tornarmos o DCE uma entidade cada vez mais democrática”, conta Jelder Pompeo, estudante de Ciências Sociais e coordenador geral do DCE. O evento é aberto à participação de todos, mas somente terão direito à voto na plenária final – espaço em que serão aprovados os pontos do estatuto – os delegados eleitos pelos CAs e pelos estudantes.

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                      Foram cinco de dias de Assembléias Gerais realizadas entre osestudantes de todos os cursos da UFMT para que fossem eleitos os dois delegados e dois suplentes que os representarão em todas as discussões. Os delegados participarão de Grupos de Discussão, Mesas Redondas e palestras em que serão formuladas as políticas centrais da entidade, tanto em relação à política, quanto a cultura e financiamento.

                      “Creio que esse espaço será muito rico até para que os estudantes compreendam o papel da entidade em sua vida acadêmica. Acho que as coisas ficam um tanto distantes para todo mundo”, afirma Luana Soares, estudante de Letras e coordenadora de comunicação do DCE. Além de movimento estudantil, serão ministradas palestras sobre a Crise Econômica, a Criminalização dos Movimentos Sociais, Arte Cultura e Extensão e outros temas.

Coletivo Além dos Muros no CONUNE fortalecendo a Oposição de Esquerda! sexta-feira, ago 14 2009 

                       O CONUNE (Congresso da UNE) ocorreu nos dias 15 a 19 de Julho em Brasília na UNB. O Coletivo Além dos Muros preparou-se meses antes, organizando em reuniões, para tiragem de delegados no estado de Mato Grosso. No dia do Credenciamento as forças políticas de direita do Estado proibiram a participação da Oposição na Mesa de Credenciamento. Após discussão, o acordo tirado era de que apenas uma pessoa poderia fazer parte da mesa, que foi Natália (Diretora da UNE da Oposição) do Rio de Janeiro.

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                      Os coletivos independentes tiveram várias reuniões, durante o CONUNE, para troca de experiências sobre a linha de atuação de cada coletivo. O Coletivo Além dos Muros deixou clara a sua política de Movimento Estudantil, aliada a luta da Classe Trabalhadora.

                        O Coletivo Além dos Muros participou do Ato no primeiro dia do Congresso junto a Oposição de Esquerda, que colocou a sua pauta: NACIONALIZAÇÃO DA PETROBRÁS JÁ: O PRÉ-SAL É NOSSO. A tese “ACORDA UNE” também coloca a pauta com relação ao petróleo, portanto o Coletivo viu a importância de participar daquela manifestação, mesmo que de cunho governista, onde as centrais sindicais eram do Governo e não defendiam os trabalhadores.

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                       Todos os dias foram realizadas plenárias do Alojamento, que era paralelo ao CONUNE, para deliberar as atividades e atuações do dia. No mesmo dia do Ato, houve uma plenária sobre a Crise puxada pela ASS (Alternativa Sindical Socialista), e o Coletivo Esteve Presente.

                      A direção da UNE (composta pela UJS) mostrou que realmente lula-conune1está atrelada ao Governo e chegou a realizar um Ato com Presidente Lula no CONUNE, mostrando que a direção têm laços fortes com o Governo, que empata a Luta dos Estudantes como aconteceu em Mato Grosso. A UJS tentou impedir a luta dos estudantes contra o Vestibular Unificado, por estar atrelada com Reitoria e Prefeitura Municipal. Ainda contextualizando a Conjuntura do Estado, a UJS preparou uma Semana do Calouro na UFMT que mostra claramente seu atrelamento ao governo, reitoria e partidos políticos. A Semana do Calouro da UJS contará com a presença da Reitora (que mandou a PM bater nos estudantes na ocupação da reitoria), com Prefeito Wilson Santos, com deputas e vereadores dos mais distintos partidos da direita. Essa juventude só mostra que está vendida para reitoria e governo, que vai contra os estudantes e contra o Movimento Estudantil democrático e de luta.

                        O CONUNE mostrou aos estudantes que é preciso construir um movimento estudantil que rompa com a burocracia e o atrelamento aos partidos políticos. Que a UNE volte aos lutas, volte as ruas e vá para além dos muros da universidade, criando uma nova perspectiva de movimento estudantil. Criando a perspectiva de Movimento Estudantil como Movimento Social, aliada a Classe Trabalhadora e que luta contra as arbitráriedades dos Reitores e do Governo.

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                        Mato Grosso conseguiu dois diretores da UNE eleitos pela oposição de Esquerda: um de Movimentos Sociais e outro de Assistência Estudantil. Os diretores acompanharão a luta, de fato, dos estudantes contra a Reforma Universitária, o REUNI e as lutas dos estudantes. Além dos diretores, o Coletivo conseguiu fazer a discussão política durante o CONUNE intervindo com outros coletivos independentes, nos GDs, Mesas Redondas, Palestras e nos Atos. O Coletivo sai do CONUNE fortalecido para as lutas dentro e fora da universidade.

Credenciamento de delegados acontecerá no dia 28/06 sábado, jun 27 2009 

                        Neste domingo, 28/06, acontecerá o credenciamento de delegados para o Congresso da UNE. O credenciamente será realizado a partir das 09:00 na UNIC (Universidade de Cuiabá).

                      A oposição de esquerda, tirou um grande número de delegados. Mais de 60 delegados em todo o estado, em diversas universidades (UNIC, UNIVAG, UNEMAT, UFMT, FAC, ICE, ICEC etc). A oposição de esquerda contará com a presença de uma diretora da UNE da UJR (União Juventude Rebelião), que compõe a oposição de esquerda da UNE, para que todos os delagos tiradas sejam credenciados.

OPOSIÇÃO RUMO AO CONUNE; NA LUTA PELA BASE!!!

ROMPER AS BARREIRAS DA BUROCRACIA ESTUDANTIL!mrs1

Resultado da Eleição de delegados para o 51º congresso da UNE na UFMT quarta-feira, jun 10 2009 

Contextualizando

                  No dia 10/06/2009 ocorreram na UFMT as eleições para o 51 congresso da UNE. A Universidade Federal de Mato Grosso tem aproximadamente 8 mil estudantes, tendo a maioria dos estudantes concentrados no campus Cuiabá.

S7300105                  Há 2 anos o DCE e maioria dos centros acadêmicos, se vêem livre da burocracia estudantil. Foram 2 processos eleitorais para o diretório central dos estudantes, que a esquerda do Movimento Estudantil consegue importantes vitórias. Este ano o M.E da UFMT conseguiu muitas vitórias: a não privatização do restaurante universitário,  a criação de uma comissão paritária para discutir ampliação e a climatização do RU. Greves foram construídas nos blocos: na agronomia os estudantes lutaram por paridade nos conselhos e órgãos colegiados e houve uma greve na geologia contra as conseqüências do REUNI. Houve também 3 ocupações de reitoria contrárias à adesão arbitrária ao vestibular unificado e as conseqüências do REUNI.

                   Esses processos de mobilização que contaram com o apoio de sindicatos e Movimentos Sociais importantes como o ANDES-SN, SINTUF-FASUBRA, MST, CPT, contribuíram para uma oxigenação importante do M.E da universidade e mais um M.E que tenha concepção de Movimento Social. Além disso, as mobilizações desmascaram vários setores do movimento estudantil, como a direção majoritária da UNE representada na UFMT pela UJS-MR8 que no momento da luta contrária à adesão do vestibular unificado, ficaram do lado da reitoria, e com ajuda da UBES trouxeram alguns secundaristas para “apoiar” a medida. A contradição destes setores foi tão grande que estudantes saíram do ato da UBES e vieram para o ato do DCE.

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                   Em todas as mobilizações e plenárias do movimento estudantil independente e combativo da UFMT, nós do coletivo Além dos Muros usamos as bandeiras da UNE, não da UNE chapa branca, mas criando uma agitação com a bandeira vermelha: “UNE PELA BASE!” mostrando que a nossa entidade geral constroe a luta na base, nos centros acadêmicos e no DCE, ou seja, na luta diária. Tal estratégia oxigenou o debate sobre reorganização do M.E na universidade. Construímos também o processo eleitoral para escolha de delegados para o 51º CONUNE, com a proposta de apresentar ao conjunto dos estudantes do país nossas experiências e vitórias na construção da entidade pela base. E o resultado não podia ser diferente!

Chapa 1: ACORDA UNE-OPOSIÇÃO (Coletivo além dos muros) 1.261 votos

Chapa 2: “Sem mudança, não há esperança” (PPS) 295 votos

Chapa 3: CONTRAPONTO (PSOL-MT) 24 votos…

Chapa 4: “Da unidade vai nascer a novidade“(UJS) 148 votos

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Dia 09/06 Vote CHAPA 1 “Acorda UNE” segunda-feira, jun 8 2009 

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CHAPA “Acorda UNE” rumo ao CONUNE sexta-feira, jun 5 2009 

                  Nesta quinta os membros da chapa “Acorda UNE” já começaram a passar nas salas de aula da UFMT divulgando a chapa e as propostas. Estudantes do Coletivo Além dos Muros estão nessa chapa, que é da oposição de esquerda da UNE.

Direção majoritária da UNE no 12º Coneb aprovando as políticas do governo federal.

Direção majoritária da UNE no 12º Coneb aprovando as políticas do governo federal.

                  Outras forças políticas também lançaram chapa para serem delegados no Congresso da UNE. A UJS com a tese “Da unidade vai nascer a novidade”, o PSOL “Contraponto” e o PPS “Sem mudança, não há esperança”. Fica evidente, que apenas a chapa ACORDA UNE pode representar, de fato, os estudantes da UFMT. A tese “Da unidade vai nascer a novidade” foi protagonista ao aprovar a Reforma Universitária no CONEB (Conselho de Entidades de Base) com crachás falsificados e delegados “fantasmas”.

Confira os delegados e suplentes da chapa ACORDA UNE!

Sandoval Jr – História

Rodrigo Guilherme – Engenharia Florestal

Iriz Lima – Medicina Veterinária

Gabriel de Araújo – Direito

Jaquelline Monte – Enfermagem

Wilton Souza – Matemática

William Marques – Engenharia Elétrica

Djair Sérgio – Biologia

Jelder Pompeu – Ciências Sociais

Raquel Mendes – Serviço Social

Kader Carvalho – Administração

Michelle Pereira – Psicologia

Luiza Raquel – Letras

Mariana Freitas – Comunicação

Daniel Bretas – Geografia

Mario Brasil – Agronomia

 

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OPOSIÇÃO – UNE PELA BASE : “Para além dos muros, o sonho é popular. Por isso ACORDA UNE pois a UNE é pra lutar!”

CHAPA 1 – ACORDA UNE

Coletivo além dos Muros se prepara para CONUNE quarta-feira, jun 3 2009 

            O Coletivo Além dos Muros está se organizando para atuar no 51º Congresso da UNE (CONUNE). O Coletivo está montando uma chapa com estudantes de vários cursos: história, serviço social, ciências sociais, geografia, letras, administração, biologia, enfermagem, matemática, engenharia elétrica, geologia, agronomia, engenharia florestal, etc.

            O Congresso será realizado em Brasília, na UNB nos dias 15 a 19 de julho. O Coletivo vai atuar juntamente com a oposição de esquerda UNE (UNE pela Base!). A tese do coletivo é a tese ‘Acorda UNE’. Para visualizar a tese clique aqui: Acorda UNE!

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A direção majoritária da UNE (juventude do PCdoB, atrelada ao governo Federal) não tem acompanhado a reorganização do Movimento Estudantil. Estão hoje no governo, as organizações e partidos que compõem a direção da UNE, o famoso campo majoritário que abarca (PC do B, PT, PMDB, PSB, PDT). A forma como esta direção conduz a gestão da Une, afasta a entidade cada vez mais dos estudantes.

 

           Na capital do Mato Grosso, Cuiabá, os estudantes enfretam uma luta contra o aumento da tarifa e pela ampliação do Passe Livre. O Passe Livre é uma conquista dos estudantes, que se organizaram através do CLTP (Comitê de Luta pelo Transporte Público) movimento no qual o Coleitvo Além dos Muros atua. A UNE quando esteve presente nos atos contra a Tarifa, tentou desmobilizar os estudantes, e a direção colocou estudantes de escolas diferentes uns contra outros, desfocando o real intuito do ato: a luta dos estudantes e trabalhadores contra o aumento da tarifa. A direção da UNE defende hoje o governo municipal de Cuiabá. A oposição de esquerda, sempre atuou junto com estudantes (através de grêmios, DCEs e Centros Acadêmicos e com estudantes (através dos sindicatos, movimentos e coletivos de bairros) dialogando e batalhando, enquanto a UNE se manteve atrelada ao governo.

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                Também em Cuiabá, estudantes secundaristas e universitários ocuparam a reitoria, por duas vezes em uma mesma semana, contra a adesão arbitrária ao vestibular unificado. A reitora do modo mais arbitrário e anti-democrático fez a adesão ao vestibular unificado por “ad referendum”, passando por cima das manifestações dos estudantes que queriam mais debate, antes da adesão. 1111No dia 01 de junho, os estudantes universitários bloquearam a guarita exigindo mais democracia na universidade. As pautas eram muitas: Paridade nos Conselhos, Assembléia Universitária JÁ, Contra Repressão e Violência no campus, Contra o Ad Referendum, Contra a Privatização do Restaurante Universitário. Logo após a bloquearem a guarita os estudantes fizeram uma marcha até o Restaurante Universitário, e lá fizeram uma roleta livre. Os estudantes não pagaram para almoçar no R.U. Um protesto contra a privatização! No mesmo dia, marcharam até a reitoria protestar contra a S7300045atitude monocrática da reitora. O movimento estudantil teve uma vitória política imensa. Além de desgastar a reitora da UFMT, conseguiram que a reitora assinasse um termo dizendo que não vai privatizar o Restaurante Universitário e que o “bandeijão” continuaria sendo 1,00 até o fim da sua gestão. O Coletivo Além dos Muros participou efetivamente de todas as mobilizações na universidade.

               A UNE não tem acompanhado as manifestações dos estudantes no Brasil. Apenas a oposição de esquerda tem se organizado nesses espaços democráticos, de forma concreta, organizando o Movimento Estudantil.

Coletivo Além dos Muros! quarta-feira, mai 27 2009 

Para mudar a conjuntura é necessário ir para Além dos Muros!Pisa ligeiro na ocupação da reitoria da UFMT

Em meio ao descenso do movimento de massa e a perca de referencial organizativo para os trabalhadores e a juventude, com a crise do ciclo PT, surge em vários estados e em todos os segmentos organizativos (estudantil, sindical e popular) movimentos, coletivos e organizações que não se organizam nos atuais partidos de esquerda pelo fato de não verem nestes partidos o referencial da classe e observar que os mesmos possuem os vícios do ciclo anterior. Esses coletivos passaram a cumprir um papel de partido junto a sua base e na luta concreta no estado, cidade e região. Esse fenômeno no movimento estudantil é muito claro. Temos a atuação no Piauí do coletivo CORDEL organizando a esquerda do movimento estudantil na UFPI e na UESPI. No Ceará temos a atuação do coletivo “Transformar o tédio em Melodia” que esta na direção majoritária do DCE-UECE, sendo protagonista no movimento estudantil e popular combativo do Ceará. Em Mato-Grosso em meio às lutas em defesa do passe-livre surge o MRS (Movimento Rumo ao Socialismo) organizando-se em núcleos nas escolas, universidades, bairros e sindicatos, cumprindo um papel organizativo na luta de classes no estado. Esses coletivos têm em comum, além de não se referenciar nos atuais partidos de esquerda, compactuarem de uma concepção de movimento estudantil como movimento social, não só se restringindo as pautas da universidade e escolas, mas construindo e organizando a juventude para Além dos muros da universidade, pois é lá que estão os agentes populares que podem fazer com que a conjuntura da disputa da universidade e da sociedade mude em favor dos trabalhadores.

Baseado nessa análise em comum desses coletivos e movimentos é que surge o projeto “Além dos Muros”. Projeto que envolve a construção coletiva de campo político nacional para organizar a juventude e o movimento estudantil. Construir um movimento estudantil organizado na base, pelo local de estudo que pense tática e estratégia, que dispute e construa uma plataforma política para os C.A’S, DCE’S, grêmios estudantis, executivas e federações de curso, e uma tática consciente para a única entidade de massas dos estudantes, a Une. Além dessa tarefa de movimento estudantil, o projeto além dos Muros, envolve a construção de um movimento estudantil, com uma visão de classe, fenômeno não muito presente no movimento estudantil dos últimos tempos, que por ser concretamente poli-classista, sempre teve os vícios da pequena burguesia. Um movimento estudantil que organize também a juventude periférica da cidade que não tem acesso à universidade e que construa com os movimentos sociais do campo, espaços de formação, lutas comuns e que traga esses movimentos para ocupar os espaços das universidades e colégios, e nisso os coletivos e movimentos em cada estado de maneira concreta estão fazendo, participando ativamente da organização do coletivo da juventude do campo e da cidade, e juntamente com a Via campesina e o MST, construiu um encontro nacional em 2008 em Niterói, participando também na construção de EIV`S (Estágios Interdisciplinares de Vivência) valorizando a mística para de fato construir um nova cultura para o movimento estudantil. Também juntamente com os movimentos e as pastorais sociais, construir a Assembléia Popular e suas campanhas. Nenhum campo nacional do movimento estudantil cumpre hoje esse papel casando a tática de disputar a hegemonia na universidade, lutando contra os ataques concretos do governo Lula e do capital, como a contra-reforma universitária, o decreto REUNI, as fundações estatais de direito privado, articulando essas lutas com as lutas dos movimentos sociais, e ainda disputando a base da UNE. É claro que esse projeto não esta deslocado da conjuntura nacional. Ele esta interligado como uma análise de que é necessário um instrumento da classe trabalhadora, um partido, para cumprir esse papel estratégico de organização, movimento estudantil, sindical e popular, mas não baseando exclusivamente sua atuação na disputa eleitoral. Que seja um partido revolucionário, construído pelas bases como foi na origem do PT. No movimento sindical vemos a construção da INTERSINDICAL, que vem tendo papel protagonista na organização do operariado do setor produtivo. No campo vemos a cada dia o MST enfrentando o latifúndio e as multinacionais, e no movimento estudantil várias lutas vem se desenvolvendo por todo país, contra o aumento da tarifa do transporte, pelo passe-livre irrestrito, por mais verbas para educação, contra os ataques do governo lula, ou seja, precisamos ter no movimento estudantil um instrumento que possa estar cumprindo o papel de organizar as lutas com uma visão estratégica, que acelere ainda mais o processo de reorganização do campo popular, para enfrentar o capital, sair dessa defensiva e passar para ofensiva da classe, para construção de uma sociedade sem explorados e exploradores, sem opressões do homem pelo homem, uma sociedade socialista.

Este é o projeto Além dos Muros. Fazemos um chamado a todos os coletivos, estudantes independentes, jovens trabalhadores de todos os rincões do Brasil a fazerem parte conosco da construção do campo Além dos Muros.

“Romper as barreiras da burocracia,

para construir um novo movimento estudantil”